Cerca de 4 em cada 10 brasileiros acreditam que a economia brasileira só vai se recuperar dos estragos causados pelo coronavírus após dois anos — representando 43% da população. Em contrapartida, quase 49% avaliam que poderão retomar a situação financeira pessoal ou da família do período pré-pandemia em até um ano.

A conclusão é de uma pesquisa feita pela Federação Brasileira dos Bancos que avaliou as expectativas de mudanças de comportamento econômico-financeiro. A maioria dos entrevistados disse que vai manter ou até aumentar a frequência em supermercados com índice de 78% das pessoas e salões de beleza 64%.

Em relação a bares e restaurantes, 47% afirmaram que vão manter ou aumentar as idas — mas 46% disseram que pretendem diminuir esse tipo de lazer.

No que diz respeito aos shoppings, que reabriram na última quinta-feira (11) em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, 47% responderam que continuarão frequentando ou até mesmo vão elevar as visitas aos estabelecimentos. Por outro lado 45% afirmaram que vão reduzir a presença nesses ambientes.

Apenas 8% dos entrevistados indicaram que não tiveram alteração financeira durante a pandemia. Isso mostra que a maior parte dos brasileiros teve alguma perda de renda, seja familiar ou pessoal.

Os dados indicam ainda sobre o aumento do home office. Cerca de 45% das pessoas mostram querer ficar com os filhos em casa e este novo panorama, segundo o presidente do Conselho Científico do Ipesp, Antônio Lavareda, pode abrir um leque de oportunidades.

A pesquisa mostrou que as pessoas serão cautelosas quanto a recorrer a financiamentos bancários para comprar bens de maior valor. O levantamento revelou que grande parte não quer nem saber de contrair empréstimos.

Cerca de 84% não pretendem aderir à modalidade para comprar moto ou carro, 83% não querem financiamentos para casa ou apartamento e 82% querem fugir de parcelas quando se trata de material de construção.

Quanto a crédito consignado 79% dos pesquisados não usarão, 86% pretendem ficar longe de entrar no cheque especial e 80% devem evitar empréstimo pessoal.

A pesquisa foi feita entre os dias 1 e 3 de junho, com mil pessoas de todas as regiões do país. Todos os entrevistados são bancarizados, ou seja, têm conta em banco. A margem de erro do levantamento é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos e o índice de confiança é de 95,5%.

*Com informações do repórter Daniel Lian

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