Após alta por infecção, pacientes devem seguir protocolos de reabilitação. Equipe médica cuida de paciente com o novo coronavirus (COVID-19), em uma UTI de um hospital em Nova Delhi, na Índia
Danish Siddiqui/Reuters
Um painel de especialistas realizado no Reino Unido debateu nos últimos dias a situação dos pacientes que se infectaram com o novo coronavírus, que foram hospitalizados, sobreviveram à doença, mas que seguirão necessitando de acompanhamento médico.
“Prevê-se que 45% dos pacientes que recebem alta hospitalar necessitarão de apoio da assistência médica e social, e 4% necessitarão de reabilitação em ambiente de leito. Portanto, há uma clara necessidade de planejar a reabilitação pós-aguda e crônica de pacientes em recuperação do Covid -19”, concluíram os especialistas nas diretrizes publicadas no periódico British Journal of Sports Medicine.
Proteínas no sangue de pacientes com Covid-19 podem prever gravidade da doença, diz estudo
‘The Lancet’ divulga ‘manifestação de preocupação’ e diz que estudo sobre cloroquina com 96 mil pacientes de Covid-19 passa por auditoria
Embora as sequelas da Covid-19 ainda sejam pouco conhecidas, evidências de surtos anteriores de CoV- – nas epidemias da Sars, em 2003, e Mers, em 2012 –, demonstram para os casos que exigiram cuidados mais críticos situações como comprometimento da função pulmonar e física, redução na qualidade de vida e sofrimento emocional.
No caso das últimas epidemias globais, os problemas persistiram por pelo menos cerca de um ano após a recuperação. A ideia no Reino Unido é que se criem rotinas de reabilitação para cada paciente.
Pacientes que passaram certo tempo na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), por exemplo, podem ter sintomas comuns como dispneia, ansiedade, depressão, dor prolongada e função física comprometida. Essa combinação é conhecida como síndrome do tratamento pós-intensivo.
Participaram do painel especialistas das áreas de reabilitação, medicina esportiva e do exercício (MEV), reumatologia, psiquiatria, clínica geral, psicologia e dor especializada, todos do Centro de Reabilitação Médica de Defesa, Stanford Hall, no Reino Unido.
Médica que pegou coronavírus conta como foi a recuperação
Brasil tem mais de 30 mil mortes por coronavírus e mais de 530 mil casos da doença
Initial plugin text

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui