O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, 16, em transmissão ao vivo feita pelas redes sociais, que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, ficam no comando das pastas. “São dois excepcionais ministros”, disse Bolsonaro, em resposta a perguntas feitas pelos comentaristas do programa Os Pingos nos Is.

O presidente tem sido pressionado por não ter, até agora, nomeado um titular para o Ministério da Saúde desde a saída de Nelson Teich, no dia 15 de maio. Já em relação a Salles, as críticas giram em torno das falas feitas por ele durante a reunião ministerial, em que teria dito que a pandemia de coronavírus era uma “oportunidade” para “passar a boiada” e mudar o regramento ambiental. Posteriormente, ele alegou que a frase foi distorcida, e explicou que há “a necessidade de rever as normas ambientais para atrair investidores estrangeiros”.

“Lamentamos aquela reunião privada nossa que falamos coisas que não se fala em público. O ‘passar a boiada’ é desburocratizar. Para mim Salles está fazendo um excepcional trabalho”, afirmou Bolsonaro.

Desmatamento

governo federal quer intensificar a fiscalização na floresta amazônica, após pressões que o Palácio do Planalto vem sofrendo em relação a política ambiental brasileira. Durante a transmissão, Bolsonaro voltou a criticar a Europa, classificando o continente como “uma seita ambiental” que ataca o País “de forma injusta” e movida por interesses comerciais.

“Nós somos o tempo todo acusados injustamente de maltratar o meio ambiente no Brasil. A imprensa daqui publica, a imprensa de fora republica, em especial a da Europa, e lá a questão ambiental é tido como uma seita. Aí a mesma imprensa que fraudou números republica aquilo para criticar o governo”, argumentou. Para ele, “no passado havia interesse (internacional) na região amazônica, mas hoje há interesse em todo o Brasil”. De acordo com Bolsonaro, “em focos de queimada estamos abaixo da média dos últimos anos”. “Não é que estamos indo bem. Tem coisa para fazer? Tem, mas não é esse trauma todo”, afirmou.

O presidente também lamentou que a medida provisória (MP) 910, que tratava da regularização fundiária e ficou conhecida como “MP da grilagem”, não tenha sido votada no Congresso, o que fez com que ela caducasse. Para Bolsonaro, a votação da MP não foi pautada porque “a esquerda ainda tem uma influência muito grande dentro do Parlamento”, e citou partidos como PT, PDT, Rede Sustentabilidade, PCdoB e PSOL como responsáveis pela pressão que levou à caducidade da proposta.

“Se tivesse sido aprovada (a MP 910), essas áreas seriam regularizadas e, uma vez detectado o foco de calor ou queimada, teria como saber se foi dentro da reserva legal, ou não, e quem é o dono daquela área, e aí você puniria”, afirmou. Apesar disso, Bolsonaro assumiu o compromisso de diminuir as queimadas, mas falou que elas “não vai acabar nunca”.

* Com informações do Estadão Conteúdo

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