SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Motivados pela onda de manifestações contra o racismo que começou nos Estados Unidos e se espalhou por diversos países, inclusive o Brasil, celebridades resolveram abrir espaços em suas redes sociais para ativistas negros.

O ator Bruno Gagliasso, 38, que tem 17,6 milhões de seguidores no Instagram, disse que até o final de 2020, em todos os sábados, uma personalidade negra vai ocupar as redes sociais dele. A primeira delas foi a escritora Luana Génot. “As pessoas negras ja tem voz, o que falta e espaco e oportunidade”, afirmou o ator.

Com 41,3 milhões de seguidores, Tatá Werneck, 36, também aderiu ao movimento. Durante o mês de junho, a cantora e ativista Linn da Quebrada, 29, vai ocupar as redes sociais da atriz e humorista. “Estou seguindo muitas pessoas novas e vendo que preciso aprender muito principalmente em relacao a por em pratica atitudes antirracistas. Temos sim uma divida historica! Uma desigualdade profunda e uma sociedade moldada pelo racismo estrutural. Quero aprender e aprender como posso por em pratica. Porque aprender e lindo, mas se nao tivermos mudancas conscientes e consistentes nao havera resultado eficaz”, escreveu Tatá.

“A proposta e expandir as informações sobre raca, gênero, corpo e vida. Lembrando que não e caridade, mas sim uma ação afirmativa que visa trazer ao debate nossas urgências e um real compromisso com o presente”, escreveu Linn.

Um dos primeiros a adotar a ação foi o comediante Paulo Gustavo, que tem 13,6 milhões de seguidores no Instagram e que desde o último dia 3, cedeu o seu perfil na rede social para a escritora Djamila Ribeiro, 39, colunista da Folha, promover o debate sobre o racismo no espaço.

Além deles, Ingrid Guimarães e Luis Lobianco também fazem parte do movimento. Durante todas as quintas de junho, o perfil da atriz e humorista nas redes sociais vai discutir o assunto. No último dia 4, o youtuber Spartakus fez uma live com o roteirista Ale Santos, em que debateram o tema.

Já Lobianco abriu o seu perfil no Instagram para quatro profissionais das artes que refletem sobre questões raciais e de gênero. “Toda segunda-feira vou ceder minha conta por 24 horas para que cada talento traga conteúdos e apresente suas atividades”, disse ele. A iniciativa começa com a drag Ravena Creole, e também participam o ator Sulivã Bispo, a atriz Damiana Inês, e a modelo Naomi Savage.

Entre as celebridades internacionais, Shaw Mendes e Lady Gaga são alguns dos nomes que entregaram suas redes sociais para personalidades negras e ONGs abordarem a questão racial. “Entregarei minha conta do Instagram a cada uma das organizações para as quais doei recentemente, em um esforço para ampliar suas vozes importantes. E depois juro que regularmente postarei, em todas as minhas plataformas de mídia social, histórias e conteúdos para levantar as vozes dos inúmeros membros e grupos inspiradores da comunidade negra”, afirmou Gaga, no último dia 4.

PROTESTOS

Os protestos e manifestações contra o racismo eclodiram após a morte de George Floyd, um ex-segurança negro que foi brutalmente assassinado em praça pública em Minneapolis (EUA) pelo policial Derek Chauvin. O rapaz morreu por “asfixia mecânica” após ter seu pescoço prensado contra o asfalto por cerca de sete minutos.

Ao menos 70 cidades do país ficaram em chamas por protestantes que pedem o fim da violência policial e o racismo estrutural. A partir de então, a hashtag #BlackLiveMatters (em português “vidas negras importam”), tomou conta da internet. Artistas, celebridades, autoridades, e internautas ao redor do mundo deram atenção ao debate.

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