CRM afirma que, se as cirurgias forem realizadas pode faltar leitos para pacientes com Covid-19. Suspensão de cirurgias eletivas causa sofrimento em quem aguarda
As cirurgias eletivas estão suspensas desde o início da pandemia nos hospitais públicos de todo o estado para evitar a exposição de pacientes ao risco de contágio do novo coronavírus. São mais de 2.500 mil pessoas na fila para procedimentos cirúrgicos.
O Conselho Regional de Medicina (CRM-MT) informou que a medida foi tomada para que pacientes que cheguem nesses hospitais com coronavírus e não ocupem os leitos de Unidades de Terapias Intensivas (UTI) destinados a pacientes infectados com o vírus.
A presidente do CRM, Hildenete Monteiro, afirmou que as cirurgias nos hospitais públicos foram suspensas temporariamente por orientação da entidade.
“Pela segurança do paciente, essas cirurgias estão sendo proteladas e temos que pensar na possibilidade da falta de leitos. Se essas cirurgias fossem realizadas, pode faltar leitos para pacientes com Covid-19″, declarou.
Nos hospitais particulares, as cirurgias eletivas não foram suspensas, mas o CRM orienta que façam um planejamento para operar pacientes em casos urgentes.
“Soltamos uma nova nota orientando os colegas dos serviços particulares que poderiam voltar a realizar as cirurgias eletivas desde que seja em consenso entre o médico e o paciente. O médico tem a obrigação de explicar os riscos e os benefícios dessas cirurgias neste momento de pandemia. Também foi pedido que criassem uma comissão médicos especialistas e enfermeiros pra definir e reagendar essas cirurgias que podem ser realizadas”, afirma.

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