O dólar teve uma segunda-feira (15) de fortes oscilações. Chegou a bater em R$ 5,22 pela manhã, em meio ao movimento de fuga de ativos de risco no mercado financeiro internacional, por causa do temor de uma nova onda de contaminações pelo coronavírus, e ainda as preocupações causadas pela saída do secretário do Tesouro, Mansueto Almeida.

Nos negócios da tarde, caiu a R$ 5,08 após o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) anunciar um “amplo e diversificado” programa para comprar ativos de empresas.

Mas com a moeda americana ainda em alta ante emergentes após o Fed, o câmbio seguiu pressionado aqui e o dólar fechou no maior nível desde o último dia 2, cotado em R$ 5,1422 (+1,98%). No mercado futuro, o dólar para julho era negociado com valorização de 1,93%, em R$ 5,1535, às 17h50.

O impacto da saída de Mansueto no câmbio acabou se reduzindo com a leitura de bancos, como o Goldman Sachs e o Citibank, de que é uma perda importante, mas o ajuste fiscal prossegue.

Para o economista do Goldman para a América Latina, Alberto Ramos, o “timing” da saída foi “inapropriado”, pois foi em meio a uma forte deterioração fiscal, mas a avaliação dele é que o ministro Paulo Guedes permanece como principal formulador da política economia e vai prosseguir com a agenda do ajuste.

No final da tarde, o ministério confirmou o atual diretor de Programas do ministério da Economia, Bruno Funchal, ex-secretário da Fazenda do Espírito Santo, como substituto.

No exterior, o dólar caiu forte ante divisas principais, mas subiu nos emergentes, um sinalizador típico de fuga de ativos de risco. Com o anúncio do Fed, o dólar chegou a perder força nos emergentes e a cair ainda mais ante divisas fortes, mas o movimento não se sustentou.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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