Com formaturas antecipadas por causa da pandemia de coronavírus, quase 10 mil médicos ingressaram na área entre janeiro e maio deste ano. Segundo levantamento do Conselho Federal de Medicina, o país conta com mais de 523 mil registros ativos, sendo que 80% são de profissionais com menos de 60 anos.

O Brasil tem 2,5 médicos para cada mil habitantes, número superior a nações como Japão e Polônia. No entanto, quando esse índice é analisado por estado, a desigualdade é evidente. O Distrito Federal tem pouco mais que 5 médicos para cada mil habitantes. Enquanto isso, o Pará tem apenas 1,7.

O vice-presidente do CFM, Donizette Giamberardino, ressalta que as lacunas estão, principalmente, nas condições de trabalho e propostas do Governo.

Segundo o Conselho Federal de Medicina, os últimos anos foram marcados por terceirizações e quarteirizações dos serviços médicos, atrasos e, muitas vezes, até calote.

Em plena pandemia, 38% dos médicos do Brasil inteiro relataram falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) na linha de frente. Os depoimentos ainda denunciam, entre outras coisas, a falta de álcool em gel, insumos para exames relacionados à Covid-19 e leitos de unidade de terapia intensiva (UTI).

O Estado do Amazonas – um dos mais afetados pela pandemia – perdeu 549 médicos desde o ano passado por constantes atrasos salariais. Em abril deste ano, os profissionais cooperados e em regime de Pessoa Jurídica da capital Manaus receberam os salários de fevereiro.

Por meio de nota, a Secretaria de Saúde do Estado disse desconhecer os números e afirmou que o governo sempre pagou os salários de todos os servidores em dia.

*Com informações da repórter Nanny Cox

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