Em votação simbólica realizada nesta quarta-feira (10), a maioria dos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) votou sim pela abertura de um processo de impeachment do governador Wilson Witzel (PSC).

Os 70 deputados participam de sessão extraordinário virtual e foram alcançados 40 votos favoráveis por volta 16h45. A análise do tema e o voto dos demais deputados continuam neste momento. Já são 14 pedidos de impeachment contra Witzel apresentados na Alerj.

A votação tem caráter simbólico porque a decisão de abrir o processo de impeachment é do presidente da Casa, André Ceciliano (PT). O petista anunciou, no entanto, que decidiu submeter o pedido ao plenário da Casa para que a decisão fosse mais democrática. Ceciliano afirmou que abriria o processo caso houvesse maioria.

Os parlamentares alegam que darão “amplo direito de resposta e de defesa” ao governador durante a análise dos fatos no processo jurídico-político. Os deputados também elogiaram a decisão de Ceciliano de abrir a votação simbólica.

Alvo da Polícia Federal

Em 26 de maio, o governador Wilson Witzel foi alvo de operação da Polícia Federal (PF), que cumpriu mandados de busca e apreensão no Palácio das Laranjeiras, sede do governo.

Batizada de Placebo, a operação mirou possíveis fraudes e indícios de desvios de recursos públicos nas ações de combate à pandemia do novo coronavírus. O esquema de corrupção envolveria uma organização social contratada para a instalação de hospitais de campanha e servidores da cúpula da gestão do sistema de saúde.

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Benedito Gonçalves, afirmou, na decisão que autorizou a operação, que o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, “tinha o comando” da estrutura que deu suporte a fraudes na saúde do Estado.

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