A prorrogação do auxílio emergencial deverá ser anunciada na próxima terça-feira (1º) pelo presidente Jair Bolsonaro, segundo postagem nas redes sociais feita pelo líder do Centrão e aliado do presidente, deputado Arthur Lira (Progressistas-AL), neste sábado (29). Na mensagem, o parlamentar não faz referência ao valor das próximas parcelas do benefício pago a informais e desempregados durante a pandemia do novo coronavírus. “Na terça-feira vamos ao Palácio da Alvorada anunciar, junto com o presidente @jairbolsonaro, a prorrogação do auxílio emergencial, benefício tão importante para milhões de brasileiros que precisam dessa ajuda para enfrentar esse período da pandemia“, escreveu Lira.

Pela manhã, durante inauguração de uma usina de energia solar do Grupo DiRoma, de propriedade da deputada do Centrão Magda Mofatto (PL-GO), em Caldas Novas (GO), o presidente Bolsonaro reafirmou que estenderá o pagamento do auxílio emergencial até dezembro deste ano, sem também especificar um valor. “Ele é pouco para quem recebe e muito para quem paga. Vocês gastam por mês R$ 50 bilhões neste auxílio. Nós pretendemos, com um valor menor, que obviamente não será R$ 600, mas também não será R$ 200, prorrogá-lo até o final do ano e com isso fazer com que a economia volte à sua normalidade”, disse Bolsonaro.

A prorrogação do auxílio foi pauta de reuniões entre o presidente e o ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta semana. A expectativa é que o benefício seja estendido até o fim de 2020 com quatro parcelas de R$ 300, que é o valor defendido por Bolsonaro. O benefício foi criado originalmente para durar três meses – tendo como base os meses de abril, maio e junho. Depois, o governo prorrogou o benefício por duas parcelas – julho e agosto – por meio de decreto. O valor de R$ 600 foi mantido durante todo esse período. Para alterar o valor, será preciso a edição de uma medida provisória, que tem vigência imediata.

Renda Brasil

A ideia do governo é que a extensão do auxílio seja uma transição para um “pouso suave” no Renda Brasil, que substituirá o Bolsa Família e ainda está em estudo pela equipe econômica. O desafio é encontrar fontes de recursos para o novo programa, que deverá ser anunciado em um segundo momento para que Guedes tenha mais tempo para encontrar espaço para acomodar o novo gasto dentro do teto, que limita o avanço das despesas à inflação. O presidente quer um plano que não inclua a revisão ou a extinção de outros benefícios, como o abono salarial, por exemplo.

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