Covid-19 faz um número maior de vítimas entre o sexo masculino. Precariedade financeira e depressão acompanham quem perdeu cônjuge No mundo todo, a Covid-19 tem matado mais pacientes homens do que mulheres. Para os especialistas, o fato de eles terem mais doenças cardiovasculares pode ser um fator que pesa na balança, além do maior consumo de tabaco e álcool. Em Sorocaba e Jundiaí, os homens representam mais de 70% das mortes pelo novo coronavírus. Nessa pandemia que tem destruído tantos laços familiares, é impossível mensurar a dor de cada um. No entanto, o impacto da viuvez pode ter aspectos diferentes dependendo do gênero. Reconhecer a diversidade dessas características tem o potencial de se transformar numa ferramenta para dar assistência a quem perdeu o cônjuge.
Impacto da viuvez pode ter aspectos diferentes em homens e mulheres
https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=66855331
Um estudo da pesquisadora Jialu Liu Streeter, do Centro de Longevidade da Universidade de Stanford, se debruçou sobre dados da população norte-americana entre 1992 e 2016. O objetivo era analisar as consequências da viuvez tanto no campo das finanças pessoais, quanto na estabilidade emocional e mental dos indivíduos de acordo com o sexo. A principal conclusão do trabalho foi de que, para as mulheres, a segurança econômica é o dado de maior impacto em suas vidas, enquanto, para os homens, a saúde mental é a mais afetada.
As mulheres enfrentam uma redução de rendimentos acima dos 20% e um encolhimento de patrimônio significativo nos dois anos seguintes à perda do marido, o que gera grande estresse. A diminuição da renda se mantém nos anos subsequentes e pode se deteriorar ainda mais. Como elas ganham menos, normalmente sacrificam a poupança em prol da família e sua expectativa de vida supera em sete anos a de um homem, o risco de precariedade na velhice é alarmante.
As condições financeiras dos viúvos se mantêm relativamente estáveis, mas seu estado emocional e mental sofre piora significativa, com quadros de tristeza, solidão e depressão, demandando acolhimento e suporte durante esse período crítico. Embora sejam donas de uma rede de conexões sociais que as protegem logo após o baque da perda, as mulheres tendem a somatizar sintomas como, por exemplo, apresentar dificuldades de sono com o passar do tempo. A situação pode ter relação com o fato de que o apoio de amigos e parentes vai se tornando menos presente, fazendo com que o sentimento de solidão aflore com força.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui