SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Justice Smith, 24, usou seu Instagram neste domingo (7) para assumir o namoro com Nicholas L. Ashe, 25, que atua na série “Queen Sugar” (Oprah Winfrey Network). Em um longo texto no qual falou sobre os protestos antirracistas que vêm acontecendo nos Estados Unidos após a morte por asfixia de George Floyd, dia 25 de maio, o ator revelou também sua orientação sexual.

“Nicholas e eu protestamos hoje em Nova Orleans. Cantamos ‘Vidas Negras Trans Importam’ ‘Vidas Negras Queer Importam’ ‘e ‘Todas as Vidas Negras Importam’. Como um homem negro queer, fiquei desapontado ao ver certas pessoas ansiosas por defender a vida negra, mas prender a língua quando Trans/Queer era adicionado”, desabafou Smith.

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O ator de sucessos como “Jurassic World” e “Detetive Pikachu” continuou seu relato falando sobre a importância de incluir todas as minorias negras dentro das manifestações antirracistas. “Quero reiterar esse sentimento: se sua revolução não inclui as vozes dos queer negros, é anti-negra. Se sua revolução é boa em deixar pessoas trans negras como Tony McDade escaparem das frestas para liberar apenas homens negros heterossexuais, é anti-negro. Você está tentando passar pela porta de um sistema projetado contra você para depois fechá-la atrás de suas costas”.

Smith foi além e criticou o condicionamento social ao qual muitos negros estão submetidos e que inclui aceitar aquilo que brancos podem oferecer a eles. “A revolução não tem a ver com apelo. Trata-se de exigir o que deveria ter sido dado a nós desde o início, o que deveria ter sido dado a indivíduos negros, queer e trans desde o início. Qual é o direito de existir? Viver e prosperar em público, sem medo de perseguição ou ameaça de violência”.

O artista concluiu sua postagem relembrando as tragédias que estão ocorrendo nos Estados Unidos nos últimos dias e se declarando ao namorado. “Você tem sido minha rocha e luz guia durante tudo isso e eu te amo muito. Eu sei que do outro lado disso está a mudança, embora a luta esteja longe de terminar”, finalizou.

Originalmente, a palavra queer significa estranho ou esquisito e era usada de forma ofensiva contra pessoas LGBTQI+. Há poucos anos, a comunidade passou a usar o termo como forma de designar aqueles que não se viam como gays, ou seja, qualquer pessoa que não se sinta heterossexual pode ser denominada como queer.

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