No entanto, dois terços afirmaram que a vida na maturidade é melhor do que imaginaram que fosse Uma piada sobre a pouca familiaridade com a tecnologia. Um comentário irônico sobre a falta de memória. A enxurrada de receitas “milagrosas” para parecer eternamente jovem. Afinal, qual é o problema de envelhecer? Nenhum, na verdade trata-se de uma vitória. Assisti a uma apresentação do geriatra Wilson Jacob Filho que ele encerrava com um slide no qual estava escrito em letras garrafais: “Velho é o jovem que deu certo” – pronto, falei! No entanto, o problema é planetário. A Pesquisa Nacional do Envelhecimento Saudável, publicada no dia 13, mostra que 82% dos norte-americanos acima dos 50 anos já enfrentaram o preconceito por causa da idade.
Idosos e preconceito: pesquisa realizada pela Universidade de Michigam mostra que mais de 80% dos mais velhos já foram vítimas
Benjamin Balazs por Pixabay
Realizado pela Universidade de Michigan, o levantamento ouviu mais de 2 mil adultos entre 50 e 80 anos, em todo o país. O trabalho indica, inclusive, a relação entre a experiência de sofrer rotineiramente com o preconceito e acabar apresentando problemas físicos e emocionais. Apesar do desafio, uma luz no fim do túnel: 88% dos participantes declararam que se sentem mais confortáveis consigo mesmos depois da maturidade. Dois terços afirmaram que a vida após os 50 é até melhor do que imaginaram que fosse.
A pesquisadora Julie Ober reconheceu que o preconceito contra o idoso está enraizado na cultura norte-americana e que, apesar de se saber que é prejudicial ao bem-estar dos mais velhos, não há dados disponíveis para se medir a extensão dos danos. “Como sociedade, deveríamos nos preocupar a respeito da forma como os estereótipos existentes estão afetando decisões da saúde pública durante a pandemia”, acrescentou, já que os questionários foram respondidos em dezembro, antes de o novo coronavíus ter virado o mundo de cabeça para baixo.
Os entrevistados se manifestaram sobre nove formas de preconceito que estão presentes no dia a dia. Em seguida, foram analisadas as respostas de acordo com critérios como idade, renda, hábitos de consumo de mídia, além de como cada um avaliava sua saúde e aparência. Do total, 65% disseram ter sido expostos a mensagens preconceituosas em conteúdos que liam ou a que assistiam, enquanto 45% declararam que viviam situações de preconceito em interações com outras pessoas. Mais de um terço havia internalizado estereótipos sobre a velhice, a ponto de concordar com enunciados que diziam que se sentir só ou deprimido eram atributos inerentes ao envelhecimento.

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