A Polícia Civil concluiu as investigações do caso envolvendo a Cervejaria Backer que resultou na intoxicação de consumidores, no fim do ano passado, em Minas Gerais. Uma coletiva de imprensa está marcada para esta terça-feira (9), em Belo Horizonte, para esclarecer o fato que deixou 42 vítimas.

O que se sabe é que o consumo gerou uma síndrome nefroneural, desencadeada pela substância dietilenoglicol contida em cervejas da marca Backer. De acordo com os investigadores, o inquérito tem cerca de 4 mil páginas e mais de 70 depoimentos de vítimas, suspeitos e testemunhas.

O trabalho de investigação teve início no dia 5 de janeiro e, desde o mês de abril, a hipótese de sabotagem foi descartada. Apesar da determinação da Justiça, a Backer não oferece assistência financeira a nenhuma das vítimas.

A empresa argumenta que, depois de ter os bens bloqueados, ficou sem recursos para arcar com os custos. A Backer garante que não adquiriu a substância dietilenoglicol e, de acordo com a empresa, a fabricação das cervejas está suspensa até que o Ministério da Agricultura autorize a retomada das atividades.

A direção afirma que 219 lotes do produto estão em estoque esperando por autorização judicial para que possam ser vendidos.

*Com informações do repórter Renan Porto

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