Em entrevista coletiva na sede da Organização Mundial da Saúde, Maria van Kherkhove disse que pesquisadores de todo o mundo já conseguiram sequenciar mais de 40 mil exemplares do novo coronavírus. A líder técnica de programas de emergência da entidade, Maria van Kerkhove, em coletiva de imprensa nessa quarta (3)
Reprodução/OMS
A líder técnica do Programa de Emergências da OMS, Maria van Kerkhove, disse nesta quarta-feira (3) que nenhuma das pesquisas que sequenciaram o genoma do coronavírus Sars-Cov-2 apontaram a possibilidade de mutação do vírus, mas reforçou que a batalha contra a Covid-19 está “longe de acabar”.
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Em entrevista coletiva na sede da Organização Mundial da Saúde (OMS), Kherkhove disse que pesquisadores de todo o mundo já conseguiram sequenciar mais de 40 mil exemplares do novo coronavírus.
“Os cientistas estão buscando se há mutações no vírus”, disse a epidemiologista. “Nenhuma das alterações identificadas até o momento indicam que o vírus esteja se mutando e alterando sua capacidade de transmitir ou causar doenças mais graves.”
Permanecer vigilante
Van Kerkhove reforçou a importância de continuar com os cuidados básicos para conter a propagação do coronavírus, como o distanciamento social. Segundo ela, as pessoas se cansam e deixam de cumprir com as medidas necessárias para se proteger do vírus.
“É muito difícil manter todas essas medidas, devemos permanecer fortes e vigilantes”, disse ela. “Isto está longe de acabar.”
Segundo a epidemiologista, à medida que os bloqueios são suspensos, de forma gradual, pode ser necessário reintroduzir alguns bloqueios e isso “pode frustrar as pessoas”. Ela defende que isso pode tornar a pandemia ainda mais perigosa, porque as pessoas começarão a resistir às mudanças.
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