SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A boyband BTS doou US$ 1 milhão (R$ 4,98 milhões) para o movimento Black Lives Matter, em apoio aos protestos dos EUA contra o racismo e a violência policial após a morte de George Floyd -um homem negro de 46 anos que foi assassinado no dia 25 de maio por um policial branco que o asfixiou usando o joelho.

A doação foi confirmada pela gravadora da banda, Big Music Entertainment, neste domingo (7) à agência de notícias Reuters. Na quinta passada (4), o grupo de k-pop usou sua conta no Twitter para se posicionar contra o racismo e a violência com a hashtag do movimento Black Lives Matter.

“Somos contra a discriminação racial. Nós condenamos a violência. Você, eu e todos nós temos o direito de sermos respeitados. Estaremos juntos”, escreveu a banda no microblog.

De acordo com a agência, a hashtag se tornou viral entre os fãs do grupo K-pop e criou outra onda de doações com uma nova hashtag, MatchAMillion (Alcançar 1 Milhão, em português). O movimento incentivava a base de fãs do BTS a doarem em apoio à causa para atingir o mesmo valor que a banda.

O BTS suspendeu sua turnê mundial por causa da pandemia do coronavírus. O quarto álbum da banda, “Map of the Soul: 7”, foi lançado neste ano, e estreou no final de fevereiro no topo da parada da Billboard. Nos últimos anos, o BTS se tornou o porta-estandarte mundial do pop puro.

Os sete membros -J-Hope, RM, Suga, Jungkook, V, Jin e Jimin– são carismáticos, ágeis e, o que é mais importante, determinados a manter o ritmo de trabalho e a ambição requeridos para serem populares em seu país, nos Estados Unidos e em praticamente todos os outros lugares do planeta.

BLACK LIVES MATTER

A frase Black Lives Matter (vidas negras importam) foi citada pela primeira vez em 2013, numa mensagem postada no Facebook pela ativista Alizia Garcia, revoltada com a absolvição de um segurança que, um ano antes, havia matado um jovem negro de 17 anos na Flórida.

Com a ajuda de amigos igualmente ativos nas redes sociais, ela disseminou a hashtag, que aos poucos se tornou o símbolo da versão século 21 do movimento de direitos civis que mudou os EUA nos anos 1960.

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