SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Jonas Bloch, 81, lembra com carinho da época em que gravou “Novo Mundo” (2017), novela da Globo que é reprisada atualmente na emissora. O ator, que assiste a reprise, diz que anseia rever a cena em que seu personagem, Wolfgang, perde a virgindade com Diara (Sheron Menezzes).

“Uma cena cheia de contradições, de delicadezas, de encontro surpreendente para os dois personagens”, diz ele. “Para mim, a melhor cena do casal, e uma das mais bonitas de minha carreira.”

Ele afirma que, hoje, pelo fato de o público estar vivendo uma pandemia, a novela consegue alcançar novos espectadores e fazer com que os antigos assistam novamente a trama. Ele mesmo diz que tem assistido a mais filmes e séries, além de estar aprendendo a cozinhar, fazendo exercícios e conversando com amigos e familiares via vídeo.

“A novela veio numa boa hora. Ela aborda temas atuais, como o respeito ao direito dos índios, a busca por plantas em nossas florestas, que poderão se tornar futuros remédios, traz informações sobre nossa história, e uma trama que aborda temas nacionais importantes, num momento de tanta trapalhada política”, diz.

PERGUNTA – O que você achou de Novo Mundo ter sido escolhida para ser reprisada neste momento? Como você recebeu a notícia da volta da novela?

JONAS BLOCH – Acho que a novela veio numa boa hora. Ela aborda temas atuais, como o respeito ao direito dos índios, a busca por plantas em nossas florestas, que poderão se tornar futuros remédios, traz informações sobre nossa história, e uma trama que aborda temas nacionais importantes, num momento de tanta trapalhada política.

P. – Como foi a parceria com Sheron Menezzes?

JB – Sheron, além de ótima atriz, é uma grande parceira em cena. Ela se entrega ao papel, compartilha a cena de forma generosa, além de ser uma criatura encantadora. Fora isto, ainda teve um lado emocional, de conviver com a sua gravidez, sentir os pontapés do Benjamin.

P. – Qual a importância desse personagem na sua carreira?

JB – Acho que Wolfgang teve um desafio. O de derrubar o preconceito, que não admite que um um idoso possa amar uma pessoa mais jovem e ser correspondido. As pessoas preconceituosas acham que o fato de uma pessoa envelhecer, ela se torna um inútil, um inválido. Além disso, aborda a relação de um branco com uma negra. A pesquisa da novela, mostrou que o público aprovou e torceu pelo casal, que acabou casado e tendo um filho. Isso aconteceu porque eu e Sheron colocamos o sentimento em primeiro lugar.

P. – Qual cena gostaria de rever?

JB – A cena em que Wolfgang perde a virgindade com Diara. Para mim, a melhor cena do casal, e uma das mais bonitas de minha carreira.

P. – Qual a cena mais difícil?

JB – Exatamente a cena em que Wolfgang perde a virgindade. Uma cena cheia de contradições, de delicadezas, de encontro surpreendente para os dois personagens.

P. – Que momento das gravações você lembra com mais carinho?

JB – A relação dos diretores com o elenco, sempre foi muito parceira, com muito respeito. Isto trouxe para o set um sentimento de equipe. Além disso, o elenco virou uma turma muito afetuosa. A gente se comunica pelo whatsapp do grupo até hoje, com a mesma camaradagem dos tempos de gravação.

P. O que você tem ouvido dos amigos e do público desde que foi anunciada a volta da novela? Como está a repercussão?

JB – Só elogios. A novela agradou muito. Comentam da variedade de cenários, da reprodução histórica, da beleza da novela. Foram muitas histórias diferentes, com a corte, os índios, a taberna, Domitila, a gráfica, o convento, as tramas com escravos, as questões políticas, a história do Brasil.

P. – Como você acha que o público recebeu a novela agora, depois de 3 anos?

JB – Acho que o fato de viver uma pandemia, muita gente que não podia assistir, por causa do horário, agora está assistindo. Os que já viram, pelas mensagens que recebo, estão repetindo, o que é uma prova de que agrada, e muito.

P. – Tem alguma característica ou algo que você aprendeu com o personagem que ficou pra sua vida?

JB – Durante a trama, a personagem de Sheron, Diara, fica dividida entre o amor de Wolfgang e Ferdinando. A abordagem que Wofgang e Diara para a situação mostra uma compreensão das contradições humanas, o que é mais usual entre europeus do que de latinos, que foi resolvida, muito pela grandeza com que problema foi encarado.

P. – Como tem passado esses dias de isolamento?

JB – Tenho desenhado muito, ajudado bastante nas tarefas domésticas, aprendendo a cozinhar com minha mulher, que é uma chef, feito exercícios, lendo, vendo filmes e séries, conversado com a família e amigos por vídeo. Com esperança que saiamos desta melhores e o mais breve possível.

P. – Estava com projetos em andamento antes da quarentena?

JB – Fiz algumas cenas da primeira temporada de “Desalma” e devo participar da segunda temporada. Além disto, fiz o filme “A Cerca”, dirigido por Rogério Gomes, o Papinha, que esperamos que seja lançado ainda este ano. Tenho convites para mais dois filmes, mas não se sabe quando irão iniciar as filmagens.

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