Um novo pedido de vista, dessa vez pelo ministro Alexandre de Moraes, voltou a adiar a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão. Ainda não há uma data prevista para a continuação do julgamento.

O TSE analisa se a chapa foi beneficiada por um ataque ao grupo do Facebook “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro”, que teria alterado o conteúdo da página.

As ações começaram a ser julgadas no ano passado, mas a decisão havia sido adiada quando o ministro Edson Fachin pediu mais tempo para analisar o caso. Na sessão desta terça-feira (9), o ministro Edson Fachin apresentou o chamado voto-vista permitindo um novo prazo para a produção de mais provas. Fachin foi acompanhado pelos ministros Tarcísio Vieira e Carlos Velloso Filho.

O relator do caso, ministro Og Fernandes, já havia se manifestado contra a cassação da chapa e considerou que não é necessário mais tempo para a apresentação de provas. O ministro Luis Felipe Salomão também votou contra a abertura de novo prazo.

Por último, Alexandre de Moraes pediu vista, alegando que é necessária análise de pontos específicos. Além de Moraes, também deve votar o presidente do TSE, ministro Luis Roberto Barroso.

Nesta terça-feira, o Ministério Público Eleitoral se manifestou favoravelmente ao uso de provas do inquérito das fake news do STF no caso. Outras seis ações envolvendo a chapa tramitam no tribunal. Quatro delas apuram supostas irregularidades na contratação do serviço de disparos em massa de mensagens pelo WhatsApp durante a campanha.

*Com informações da repórter Letícia Santini 

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