Essa foi a primeira vez que os veterinários do instituto usaram as técnicas em uma onça-pintada. Outro felino ferido pelo fogo também está sendo tratado no local, mas com células-tronco. Animais apresentam boa recuperação. Onças que se feriram em incêndio recebem tratamento em Goiás
Uma das onças-pintadas que tiveram ferimentos nas patas ao fugir de queimadas no Pantanal começou a ser tratada, na quarta-feira (24), com ozônio e laser em um instituto de preservação de Corumbá de Goiás, a 150 km de Goiás. Essa foi a primeira vez que os veterinários do local usaram as técnicas em um animal desta espécie. O objetivo é acelerar a recuperação do animal para que ele volte ao meio ambiente.
O primeiro passo foi colocar a onça, um macho de 75 kg batizado como Ousado, para dormir. Foi usada uma zarabatana com tranquilizante para que os veterinários conseguissem levar com segurança o animal até o local onde é feito o tratamento, no Instituto de Preservação e Defesa dos Felídeos da Fauna Silvestre do Brasil em Processo de Extinção (Nex).
A ideia é usar todos os recursos possíveis para acelerar a cicatrização nas patas do animal, que teve queimaduras de segundo grau.
“A gente consegue, através do gás de ozônio, um efeito anti-inflamatório e analgésico. A gente ainda consegue eliminar essas bactérias, fazendo com que somente as células que estão afetadas, doentes, sejam degradadas e auxiliar que as células boas funcionem melhor”, disse a médica veterinária Nathália Lira.
Onça-pintada é tratada com ozônio e laser em Corumbá de Goiás
Reprodução/TV Anhanguera
Além do Ousado, que chegou há 10 dias, o grupo ainda cuida de uma fêmea, de 50 kg, chamada de Amanancy. Ela está no local há cerca de um mês, também com ferimentos causados por queimadas no Pantanal.
Amanancy tem ferimentos de terceiro grau e está fazendo um tratamento com células-tronco. Ela tem apresentado uma boa resposta com o procedimento, mas o caso ainda é grave. “O caso dela é mais complicado, porque foram queimaduras de terceiro grau com exposição óssea, de tendão, então ela deve ficar mais um ou dois meses”, disse o veterinário Thiago Luczinski.
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Onça-pintada fêmea que teve queimaduras ao fugir de incêndio no Pantanal é tratada com células-tronco
Reprodução/TV Anhanguera