A Polícia Federal concluiu, nesta quarta-feira (10), o inquérito da Operação Escobar e indiciou Andrea Neves, irmã do deputado federal Aécio Neves, e mais cinco pessoas por crimes de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de Justiça.

São eles dois escrivães da corporação, Márcio Antônio Marra e Paulo Bessa; os advogados Ildeu da Cunha Pereira e Carlos Alberto Arges; e o empresário Pedro Lourenço.

Segundo o inquérito relatado pelo delegado Rodrigo Morais Fernandes, Lourenço recebia informações sigilosas da investigações da corporação a parir de conversar com Illdeu, enquanto Andrea recebia documentos obtidos por Carlos Alberto. Os vazamentos ocorriam através de Márcio Antônio e Paulo.

Na posse das informações, Andrea e Lourenço se beneficiavam impedindo ou dificultando investigações relacionadas a organizações criminosas que tinham interesse ou estavam envolvidos.

Entenda

Carlos Alberto Arges, Márcio Antônio Marra, Paulo Bessa e Ildeu da Cunha Pereira (falecido em fevereiro de 2020) chegaram a ser presos em 2019 durante a deflagração da Operação Escobar.

A Polícia Federal teria descoberto os vazamentos ao encontrar documentos sigilosas na casa de Andrea Neves em outra operação, realizada em dezembro de 2018. Como eles não estavam assinados ou numerados, isso era um indício de que foram extraídos a partir do sistema interno da corporação.

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