Menina de 11 anos tinha direito a uma indenização pela morte da mãe durante o parto, por erro médico. Polícia concluiu que a mulher colocava doses de veneno na comida da menina, que morreu em 2019. Mirella Poliane Chue de Oliveira, de 11 anos, morreu em junho de 2019 em Cuiabá
Reprodução
A morte da menina Mirela Poliane Chue de Oliveira, de 11 anos, que foi envenenada pela madrasta dela, em Cuiabá, completa um ano neste domingo (14). A madrasta Jaira Gonçalves de Arruda, de 42 anos, foi indiciada por homicídio qualificado pela morte da criança.
As investigações da Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica) apontaram que Jaira cometeu o crime para conseguir a herança da vítima, de R$ 800 mil.
“Está fazendo um ano que a minha neta se foi. Precisamos lutar pela justiça e vamos continuar lutando. Cremos que a Justiça será feita. A família espera por isso. O que essa mulher fez na vida da família toda foi uma grande tristeza”, declarou a avó.
Um ano após a morte, família ainda luta por justiça
A investigação apontou que a madrasta deu doses diárias de veneno para a menina durante dois meses. Uma substância de venda proibida foi ministrada gota a gota, entre abril e junho deste ano, de acordo com a Deddica.
A Justiça de Mato Grosso começou as audiências do caso, mas os procedimentos foram suspensos por causa da pandemia do coronavírus.
Madrasta foi presa por matar criança de 11 anos envenenada em Cuiabá para ter herança de R$ 800 mil
Polícia Civil de Mato Grosso/Divulgação
A madrasta está presa na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, desde setembro de 2019.
Motivação
A menina tinha direito a uma indenização pela morte da mãe durante o parto, decorrente de erro médico em um hospital da capital. A ação foi movida pelos avós maternos da criança. Em 2019, após 10 anos, o processo foi encerrado, e o hospital foi condenado a pagar uma indenização de R$ 800 mil à família, já descontando os honorários advocatícios.
Parte do dinheiro ficaria depositada em uma conta para a menina movimentar na idade adulta. A Justiça autorizou que fosse usada uma pequena parte desse fundo para despesas da criança, mas a maior quantia só poderia ser acessada aos 24 anos.
Mirella foi criada pelos avós paternos até 2017. Entretanto, após a morte deles, passou a ser criada pelo pai e pela madrasta. A partir daí, a mulher deu início ao plano de matar a criança para ficar com a indenização, segundo investigadores.

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