Governo britânico investe 41 milhões de libras (cerca de R$ 267 milhões). Fase em humanos deverá garantir segurança e eficácia na imunização. Frasco modelo que será usado em testes de vacina contra a Covid-19 do Imperial College London
Thomas Angus/Imperial College London
O Imperial College London, no Reino Unido, iniciará os testes de uma vacina contra a Covid-19 em 300 pacientes a partir desta semana. Esta será a primeira vez que o produto será aplicado em humanos, etapa importante para mostrar se a aplicação é eficaz e segura.
Robin Shattock, pesquisador principal na corrida pela vacina britânica, disse que a produção começou “do zero” e conseguiu chegar à etapa de testes clínicos em apenas três meses: “do código ao candidato”.
“Isso nunca foi feito antes com este tipo de vacina. Se a nossa abordagem funcionar e a vacina fornecer proteção eficaz contra a doença, ela poderá revolucionar a forma como responderemos a surtos no futuro”, disse Shattock no documento divulgado à imprensa.
Robin Shattock, pesquisador principal da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo Imperial College London
Thomas Angus/Imperial College London
O projeto recebeu uma verba de 41 milhões de libras (cerca de R$ 267 milhões) do governo britânico e mais 5 milhões de libras (cerca de R$ 32,6 milhões) de instituições filantrópicas. De acordo com a Imperial College, a vacina passou por testes rigorosos de segurança em animais e produziu sinais positivos de uma proteção contra o Sars CoV-2.
Testes
Uma primeira etapa irá avaliar a dose ideal e segura para a aplicação em 15 participantes saudáveis de 18 a 45 anos. O paciente nº 1 irá receber uma dose muito baixa, e a equipe irá aumentando até ver quando é a quantidade mínima para garantir a imunização sem colocar a vida das pessoas em risco.
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Em seguida, os pesquisadores irão dar duas doses em 300 participantes. Eles também serão voluntários saudáveis de 18 a 45 anos, e serão imunizados em diferentes instalações de Londres. Todos eles receberão a vacina duas vezes: uma dose inicial e um reforço após quatro semanas.
Se em todas essas etapas o produto mostrar segurança e eficiência, os pesquisadores irão para a última fase de testes em humanos, com 6 mil participantes. A previsão é de que isso aconteça no final de 2020.
Projeto Butantan
Neste sábado (13), a empresa chinesa de biotecnologia Sinovac anunciou que a vacina contra a Covid-19 em testes no laboratório induziu a produção de anticorpos em mais de 90% dos pacientes que receberam a dose.
A substância é a mesma que deve ser aplicada em voluntários brasileiros no Instituto Butantan, em São Paulo, que fechou uma parceria com a empresa na semana passada.
Instituto Butantan, em São Paulo
Marcos Santos/USP Imagens
Ainda não foi publicado um estudo científico com os resultados dos testes. De acordo com nota divulgada pela Sinovac, 600 pessoas participaram desta etapa (fase 2) dos ensaios, mas nem todas foram vacinadas – houve o chamado grupo placebo, que serve de controle e não recebe nenhuma substância.
A empresa não informou quantas de fato receberam a vacina, chamada de “CoronaVac”, ou quantas produziram os anticorpos. Não houve efeitos colaterais severos, segundo o comunicado.
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